terça-feira, 14 de junho de 2011

Desigualdade segundo Rousseau e Locke

Segundo Rousseau, os homens saem das mãos da natureza- nascem - livres, iguais e independentes, não há uma desigualdade autorizada pela lei natural.
O contrato social ilegítimoestabelecido com a ajuda de um discurso retórico e ludibriador, o discurso do demagogo, retira dos homens o direito de tudo, restringindo sua liberdade e impondo a desigualdade, uma vez que torna legal ou dá direito a que uns possuam e que outros nada tenham, uns gozem da propriedade da terra e outros fiquem desamparados:

Tal foi ou deveu ser a origem da sociedade e das leis, que
deram novos entraves ao fracos e novas forças ao rico,
destruiram irremediavelmente a liberdade natural,
fixaram para sempre a lei da propriedade e da desigualdade,
fizeram de uma usurpação sagaz um direito irrevogável e,
para lucro de alguns ambiciosos, daí por diante sujeitaram
todo gênero humano ao trabalho, à servidão e à miséria.

No estado de natureza, todos têm acesso aos frutos das árvores. No estado social as árvores estão do lado de dentro da cerca.

Segundo Locke: É preciso que se estabeleça um pacto social legítimo caracterizadas por leis que prescrevam o respeito mútuo. A propriedade mescla-se com a sociedade na medida em que é fruto das convenções humanas. Ambas são resultados de acordos concensuais entre os homens. Segundo ele o direito da propriedade depende do fator TRABALHO.



Referência bibliográfica:
A Desigualdade nos Clássicos Políticos de Platão a Rousseau
Cristiane Aparecida Barbosa

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